let's make poverty part of the past

Sábado, Setembro 12, 2009

comer muito ou comer muito bem?

Encarei primeiro com revolta, depois com um certo tom dramático, quase que negando. Agora, pesada a realidade [belo trocadilho], admito: meu metabolismo não é mais o mesmo de 15, 10, nem mesmo de 5 ou 2 anos atrás, como eu pensava que fosse. Como eu gostaria que fosse... :)

Vir aqui me confessar é um passo grande. Significa que agora um copo de coca-cola dura dez minutos [ou até que esquente e eu jogue o “restinho” fora], numa festinha de aniversário, vou selecionar salgadinhos e dar preferência aos assados, as porções no meu prato serão ponderadas e miúdase repetir diversas vezes as refeições que me agradam vai ser uma distante memória dos dias em que eu comia como um leão e meu corpo mal parecia processar tanto alimento.

Abrir mão e controlar hábitos glutões vai ser “punk”... por mais que eu corra, e eu tenho até corrido muito, a cada dia aumenta mais o cansaço, a falta de tempo que me come pelas pernas, o desânimo de levar uma academia a sério [e o consequenteme pavor de me tornar um fitness-addicted]...


olá, vizinho!


Até paro e penso “porque esse ‘medo’ de engordar? Afinal, nunca estive ‘em forma’...” – está ai um fato: sempre magro ou quase magro. Adiposidades aqui e ali. Dai começo a pensar demais e questionar se essa mudança de hábitos alimentares não vai me manter com o mesmo peso para a felicidade dos outros. Em seguida, se mudo um algo que me agrada tanto [AMO comer! AMO comida! VIVA o degustar!] para simplesmente agradar pessoas que não se importam tanto comigo e passam milênios sem me ver [e quando veem dizem “ó, ‘cê deu uma ingorrrdadiznha, neah?”... não corro o risco de, daqui uns anos, fazer uma lipoaspiração no cérebro e mudar completamente de personalidade só pra ouvir elogios?

Hmmm... paranóias de lado... o fato é que tem sido estranhamente engraçado envelhecer, não ser velho, e perceber as alterações de funcionamento do meu próprio corpo. E eu digo isso sem o menor traço de arrogância, sem medo também da idade que aumenta a cada segundo. Para todos nós, inclusive. Aliás, da mesma forma que um idoso, de cara limpa, rugas à mostra vincadas, fundas, lindas, diria: eu tenho tantos anos e me orgulho das marcas que levei anos pra conquistar. :)

Beber menos refrigerante, comer menos trash-food, pegar leve nas quantias e porções... só vai me fazer bem. Quanto ao tempo em que eu podia me entupir de mclixo feliz®? Vou gastar menos energia conservando essa memória e me empenhar mais em uma vida supostamente saudável hoje.

O chocolate, porém, não sai da dieta diária :p



4:13 PM posted by gardener

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